Mineração de criptomoedas está elevando o preço das placas de vídeo desde 2017, após a alta expressiva do Bitcoin e Ethereum

As placas de vídeo são ferramentas essenciais para a mineração de criptomoedas, como o Bitcoin e o Ethereum.

Mineração

Desde o boom do mercado em 2017 o preço das placas disparou, em sintonia com o preço das criptomoedas.

Mineração de criptomoedas e energy computing

A negociação da maior parte das criptomoedas depende de uma grande disponibilidade de energy computing.

A mineração consiste na solução de intrincados problemas matemáticos, cujas respostas validam as diversas compras e vendas realizadas, a chave da segurança das criptomoedas.

O minerador é remunerado por uma pequena fração de cada transação da criptomoeda da qual participa minerando.

Após a enorme valorização das criptomoedas, no ano passado, a mineração se tornou consequentemente uma atividade mais lucrativa.

Para ilustrar, o Bitcoin – a pioneira das criptomoedas – obteve uma rentabilidade de quase 1.600% em 2017, não obstante as recente quedas:

Bitcoin chart
https://www.worldcoinindex.com/coin/bitcoin

Estima-se que neste ano o consumo de eletricidade relacionado ao Bitcoin poderá ser maior que o consumo da Argentina.

O aumento de preços das placas de vídeo

Além de demandar uma quantidade cada vez maior de energia, a mineração depende  bastante também de placas de vídeo para o processamento dos cálculos pelo computador.

Quanto maior o hash rate da placa usada, maior será a atividade e, claro, o lucro do minerador.

Placas de vídeo mais robustas são exponencialmente mais lucrativas para minerar criptomoedas.

Assim, os mineradores de criptomoedas – localizados principalmente em países como México, China, Noruega, Canadá e Estados Unidos – buscaram então aumentar a lucratividade atualizando e expandindo o número de placas e demais acessórios de informática.

Nicehash, um dos mercados mais populares de criptomoedas, reúne meio milhão de mineradores todos os dias.

Diante da forte demanda mundial, o preço sobretudo das placas de vídeos explodiu nos últimos meses.

No Brasil, uma placa de vídeo popular, a GeForce GTX 970 4096 MB GDDR5, custava R$ 1.299 reais em maio do ano passado.

Hoje, a mesma placa pode custar até 2.244,99 reais.

GeForce

Mas o preço do dólar em maio de 2017 estava no mesmo patamar atual. A moeda americana é uma referência para o preço de equipamentos de informática.

Nos Estados Unidos, um modelo de placa de vídeo mais potente, com 11 GB, por exemplo, pode custar até US$ 3.370.

O mercado de placas de vídeo

Ontem, a propósito, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company – TSMC anunciou uma receita de 9,2 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2017, o que representa um aumento de 5,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A TSMC informou ainda que o resultado foi incrementado justamente pela demanda por mineração de criptomoedas.

A indústria de condutores está confiante, e tem lançado produtos específicos para o mercado de mineração.

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