Preço do Bitcoin despenca após apogeu diante do temor da regulação estatal das criptomoedas

O preço do Bitcoin despencou mais de mil dólares no intervalo de apenas uma hora na manhã de hoje.

Bitcoin

Desde que alcançou em dezembro do ano passado a maior cotação histórica, o preço já caiu aproximadamente 42%.

Além do Bitcoin, o preço de outras criptomoedas também caiu de forma acentuada nesta terça-feira. O preço do Ethereum desabou cerca de 20% nas últimas 24 horas, em sintonia com a queda do Bitcoin.

A rápida ascensão da cotação do Bitcoin

No que é chamado de “primeira transação no mundo real” do Bitcoin, um programador da Flórida adquiriu em 2010 duas pizzas por BTC 10 mil. Para ilustrar a rápida ascensão da criptomoeda, se o mesmo negócio fosse feito hoje, cada uma das pizzas sairia por volta de 50 milhões de dólares.

Em meados de dezembro de 2017, o Bitcoin chegou ao patamar de quase 20 mil dólares. A criptomoeda iniciou o ano passado, todavia, cotada a somente US$ 968,11.

No último trimestre, uma imensa especulação no mercado multiplicou o valor da criptomoeda. Cogitou-se até mesmo que a unidade do Bitcoin chegaria a mais de 100 mil dólares em cinco anos.

Assim, novos investidores ingressaram no mercado, que possui outras centenas de criptomoedas, com a esperança de que a escalada prosseguirá.

Porém, apesar do título de “moeda”, a falta de estabilidade da cotação, que é extremamente volátil, dificulta a realização de transações. As transações com criptomoedas não fazem parte ainda do cotidiano das pessoas em geral, não obstante o potencial dessa tecnologia.

Pesam também sobre as criptomoedas os riscos legais.

Portanto, atualmente, as criptomoedas têm uma função quase que inteiramente especulativa, o que alimenta a ideia de que se trata de uma bolha.

O temor dos investidores

O frenesi dos investidores parece ter arrefecido diante do temor crescente da regulação ou mesmo da proibição das criptomoedas.

Países como a China e a Coreia do Sul poderão restringir a negociação de criptomoedas em breve com regulações.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários já proibiu os fundos de investimentos de investir em criptomoedas neste mês.

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